quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lagrimas depressivas (por Darkness)

É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas…
Lágrimas desperdiçadas…
Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio
Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria
Lágrimas…
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas…
Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu
Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu…
Nessa imortal depressão

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Uma taça feita de um crânio humano


Uma taça feita de um crânio humano


Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais vale guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
- Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do réptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
...Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...


Lord Byron
(Tradução de Castro Alves)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lábios Traiçoeiros



Beijei os lábios da noite...
Sentenciando minha pena
e como testemunha eu tinha
somente as estrelas.

Lábios que profanaram...
em beijos que me ardiam...
sem dizer nenhuma palavra
apenas me possuíam.

Naquela noite eu sabia...
que os beijos da noite eram passageiros
como a luz do dia...

Eram lábios
vagos na escuridão
covardes e arredios
que beijavam e traiam
sem pedirem perdão.

Lábios traiçoeiros,
eu já sabia
que me negarias como um Judas
antes que clareasse o dia.

Leni Martins



domingo, 29 de agosto de 2010

Insana!

Fiz um teste para saber que genio-insano eu seria... Eis ae o resultado:



Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia


Dor...




Minha dor é fogo que se alastra,
carruagem carregada de medo,
brasa ardente que não se apaga.

Minha dor é aperto no peito
feito peso do aço...
chicotadas nas costas
de cabeça pra baixo.

Dor...
que se propaga,
que me enlaça...
que me enrosca
como roseira de espinhos sem rosas.

Minha dor é...
flecha lançada no peito,.
estaca cravada na alma,
ferida sangrenta...
no castigo de minhas horas.

Leni Martins